Um convite para pensar…
Ontem, 19/10/11, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou o Atlas do Saneamento 2011. O documento contem dados referentes à Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, realizada em 2008. Além da rede de esgoto, a pesquisa contem informações a respeito da rede de abastecimento de água, manejo de águas pluviais e gestão de resíduos sólidos.
Leia na fonte: http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1998&id_pagina=1
Mas o destaque mesmo do documento é o esgoto sanitário, uma das maiores vergonhas deste país. O título do texto, na página do IBGE, é “Atlas Saneamento 2011: saneamento básico melhora em todas as regiões do país, mas diferenças ainda existem”. Acredito ser importante relativizar o termo melhorar. Não é aceitável em um país emergente como o nosso que um serviço básico como esse piore. Na minha opinião, o resultado foi pífio, retrato do descaso com que as autoridades tratam o assunto. Analisem minha argumentação.
Entre 2000 e 2008, o número de municípios, no país, com rede coletora de esgotos aumentou de 52% para 55%, um crescimento relativo de menos de 6%. Sendo que se retirarmos a região Sudeste (onde 95% dos municípios possuem rede de esgotos), os números seriam de 35% para 38%. Se os resultados ainda não o entristecem, lembre que no mesmo período o país – PIB – cresceu 38%. Para onde está indo esse capital? Será que estamos investindo no que é realmente importante?
Vale a pena lembrar o que aprendemos desde pequenos, a falta de coleta de esgotos polui a água e é responsável pela propagação de doenças como dengue e cólera. A falta de saneamento ainda é a principal causa de mortalidade infantil, no Brasil. O pior indicador do país, nas metas para 2015 (Metas do Milênio), é exatamente sobre a contenção de doenças.
Veja mais dados: http://www.esgotoevida.org.br/saude_saneamento.php









